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Brasil: Padrasto mata crianças com pauladas

Com pauladas, padastro mata dois enteados, uma menina de 12 anos, e um menino de 09 anos, e deixou em estado grave outra enteada, de apenas 6 anos.

Uma criança de 09 anos e uma adolescente de 12 foram assassinadas pelo padrasto a pauladas e facadas, às 5h desta segunda-feira (29), em Curionópolis, no sudeste do Pará.

O mecânico soldador José Carlos Anjos Santos, de 38 anos, está sendo procurado pela polícia pelo crime bárbaro que cometeu e sua frieza, que chocou até os policiais militares que atenderam a ocorrência no início da manhã de ontem.

José Carlos, por motivos que estão sendo investigados pela polícia, matou a pauladas dois enteados, uma menina de 12 anos, e um menino de 9 anos, e deixou em estado grave outra enteada, de apenas 6 anos, assim como a mulher com quem vivia, Adriana Matos Alves, de 28 anos. Ambas estão internadas no Hospital Municipal de Curionópolis.

Ele só poupou o filho biológico dele, de quatro anos de idade. O que mais revoltou a população é que José Carlos teria começado a carnificina quando todos estavam dormindo, não dando chance de defesa a ninguém.


Polícia procuro Jose Carlos. (Foto divulgação)

Depois do crime, ele teve a frieza de pegar o filho e levar até a casa da sogra, Nilza Matos Alves, por volta de 6h30, pedir para que ficasse com a criança, alegando que Adriana havia ido com as outras crianças ao hospital para fazer pesagem e avaliação rotineira do programa Bolsa Família, e que ele iria até o Bairro Panorama ver um emprego.

Ele ainda pediu R$ 50 à sogra, se despediu do filho, para quem deu R$ 2 para comprar pipoca, e saiu tranquilamente como se nada tivesse acontecido. Por volta de 9h30, ele telefonou para sua cunhada, Janine Alves, irmã de Adriana, e avisou que ele a tinha agredido e a machucado muito e não sabia nem se ela estava viva e pediu que alguém fosse lá ver, assim como disse que os enteados também tinham sido agredidos e estavam desmaiados.

Diante da informação, os familiares entraram em desespero e foram até a casa de Adriana, na Rua São Paulo, 145, no cetro de Curionópolis. Como a porta estava trancada, eles arrombaram a porta, com a ajuda de vizinhos, e se depararam com a cena macabra.

Adriana estava sentada no sofá, desmaiada, com o rosto desfigurado e muito machucada. A filha de 6 anos também sangrava muito e as outras duas crianças já estavam mortas.

O menino de 9 anos, Marcos Alexandre, foi morto dormindo. O corpo da criança ficou na posição em que ele dormia na cama. A menina, Lara Munique, segundo familiares, teria sido morta quando tentava defender a mãe, que estava sendo espancada.

A menina teria acordada com o barulho, e foi cruelmente espancada pelo padrasto, até a morte. A outra menina, de seis anos, Maria Paula, também teria sido ferida enquanto dormia.

Em estado de choque, o pai das crianças, Maxione Sousa, não quis falar nada. Sentado em uma calçada, em frente à casa onde os filhos foram mortos, ele apenas chorava copiosamente, sendo amparado por parentes e amigos.

Ainda traumatizada com a crueldade de José Carlos, a avó das crianças lembra que hoje, dia 30, Marcos Alexandre iria completar 10 anos. Ela conta que nunca sequer passou por sua cabeça que aquele que havia conversado com ela pela manhã tinha acabado de matar seus netos e deixado sua filha e outra neta em estado grave.

“Ele deixou o menino, dizendo que Adriana tinha ido com meus outros netos para o hospital fazer a pesagem do Bolsa Família e que precisava ir até o bairro Panorama ver um emprego. Ele pediu R$ 50,00 emprestado até a loteria abrir, onde ele ia sacar um dinheiro. Eu jamais desconfiei que ele tivesse feito essa barbaridade com minha filha e meus netos”, relata a mulher.

Ainda segundo Nilza, quando ele ligou e contou o que tinha feito, disse que já estava em Parauapebas. No entanto, ela conta que pessoas o teriam visto no centro de Curionópolis pegando uma Van com destino a Marabá.

Avó relata que já existia histórico de agressão

Ela conta que Adriana e José Carlos estavam juntos há quatros anos e que sempre discutiam, inclusive no dia 8 deste mês ele a teria agredido a socos, porque ela teria ido a uma gincana com os filhos. No entanto, Nilza diz que jamais imaginava que ele pudesse fazer o que fez, ceifando a vida de crianças inocentes.

“Quando ele agrediu minha filha no inicio deste mês, ela o deixou e pediu para que ele fosse embora, mas este pediu perdão e disse que com o dinheiro que iria receber de uma indenização trabalhista, iria comprar uma casa para o filho. Ela acabou perdoando e agora ele comete esse crime bárbaro”, comenta Nilza.

Segundo ela, quando Adriana, que trabalha como cabeleireira, recobrou a consciência, no Hospital, disse que quando acordou já foi sendo agredida. “Ela ainda não sabe o que aconteceu com os filhos dela”, diz, com lágrima nos olhos, a mulher.

O avô das crianças, José Venâncio Pinto Sousa, pai de Maxione, relata que no último domingo os netos passaram o dia com ele em uma roça que tem. Ele deixou as crianças em casa por volta de 19 horas e jamais imaginava que era a última vez que via dois dos três netos com vida.

“Todo domingo eles iam para a roça comigo. Eu estava em Eldorado, quando fiquei sabendo dessa tragédia”, conta José Venâncio, dizendo que sempre falavam coisas a respeito de José Carlos, mas ele nunca ligou, agora sabe que ele é uma pessoa ruim. “Quem faz uma coisa dessas é cruel”, define.

Crueldade e frieza do matador causam perplexidade

Acostumado a lidar com a criminalidade, o soldado Gomes não escondia a perplexidade diante da cena cruel. Ele se diz espantado não apenas com a crueldade, mas também com a frieza do acusado. “Quando chegamos aqui fomos informados que ele, depois de tudo isso, ainda foi até a casa da sogra deixar o filho biológico e agiu como se nada tivesse acontecido. É uma pessoa fria”, diz o policial.

O crime deixou perplexa a cidade de Curionópolis e muita gente se concentrou em frente à casa onde as crianças foram mortas. Amigos da escola não acreditavam na tragédia. As duas crianças mortas estudavam na Escola São Benedito. Lara Munique cursava o sexto ano e Carlos Alexandre fazia o quarto ano.

Por volta de 12 horas, a equipe de perícia do Instituto Médico Legal Renato Chaves chegou ao local para fazer o trabalho de perícia. Eles tiveram que isolar a área em frente a casa, onde uma multidão se concentrava.

Até o final da tarde de ontem José Carlos continuava foragido, mas a polícia acredita que ele deve ser preso em pouco tempo, diante da repercussão do caso. A polícia acredita que, com a disseminação da foto dele nas redes sociais, quem o vir deverá denuncia-lo.

Fonte: Reprodução: Badalado. net | Postagem: 30/05/2017 | 15h27

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