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Família relata desespero em troca de corpos

Por uma falha,as funerárias acabaram trocando os dois corpos e o erro só foi notado pelas famílias quando as cerimônias haviam iniciado.

Familiares de uma das duas mulheres que morreram no Hospital Estadual de Américo Brasiliense (SP) e tiveram os corpos trocados antes dos velórios afirmam que se sentiram humilhados ao descobrir o que havia ocorrido. Parentes de Ivanir Silva, de 66 anos, dizem que nunca imaginariam passar por uma situação similar e deverão acionar a justiça.


Familiares de Ivanir dizem que perceberam o erro imediatamente após caixão ter sido aberto em Miguelópolis (Foto: Reprodução / EPTV)

Ivanir e Maria Ana de Sousa Hipólito, de 64 anos, morreram no mesmo hospital e os corpos foram buscados por duas funerárias diferentes na mesma noite. O corpo de Ivanir deveria ter sido levado para Miguelópolis (SP) e o de Maria Ana para Motuca (SP), onde parentes de ambas as mulheres preparavam seus velórios.

Por uma falha, entretanto, as funerárias acabaram trocando os dois corpos e o erro só foi notado pelas famílias quando as cerimônias haviam iniciado. De acordo com o marido de Ivanir, ele percebeu imediatamente o problema assim que o caixão onde sua esposa deveria estar foi aberto.

“Logo que o corpo chegou eu fui abrir a tampa e vi que o rosto não era dela. [A situação] foi pior ainda. Nós não tivemos sossego, viajamos quase 2 mil quilômetros em menos de 12 horas para resolver esse problema, com medo dela ser enterrada por engano em outra cidade. Todo mundo desesperado com isso. Foi uma humilhação pra gente”, diz José Carlos Machado Souza.

O funcionário da Funerária Irmãos Nascimento culpa o Hospital Estadual de Américo Brasiliense pelo erro e explica que não havia nenhum profissional de enfermagem para recebê-lo no momento em que ele foi ao local para retirar o corpo de Ivanir. Segundo Paulo César Calabrezi, um vigia foi quem o atendeu durante a madrugada.

“Até achei muito estranho porque todos os hospitais da região em que a gente vai pra retirar é um enfermeiro que vai abrir o necrotério e que entrega o corpo pra gente. Ali não, quem acompanhou foi um guarda, vigilante na verdade. Segundo eles alegaram, não tem funcionário de noite e os próprios guardas disseram que não é setor deles de fazer esse serviço, mas eles acompanharam para mim até o necrotério, abriram para mim lá e eu peguei o corpo”, diz.

Calabrezi afirma ainda que havia apenas um corpo dentro da geladeira do necrotério e ele deixou o local transportando a mulher que ele pensava ser Ivanir. De acordo com o funcionário, a funerária que seria responsável por retirar o corpo de Maria Ana cometeu o primeiro equívoco porque foi a primeira empresa a fazer a retirada.

“Não havia outro corpo e eu estava com a documentação na mão, tudo certo, e aí eu trouxe embora. Preparei o corpo e pela manhã o coloquei no velório, lá pelas 6h. A família se aproximou e viu que não era a pessoa que eles estavam aguardando. Imediatamente pegamos e ligamos de volta para o hospital”, explica.

Horas depois disso, as funerárias retornaram com os corpos para o hospital de Américo, onde foi realizada uma conferência e a confusão desfeita. A família de Maria Ana não quis dar entrevista, mas disse que o hospital não permitiu que o filho reconhecesse o corpo da mãe e que as funerárias trocaram a roupas das duas idosas na hora de preparar o corpo.

Justiça

O advogado da família de Ivanir disse estar inconformado com a situação. Segundo Odo Borges Chagas, uma sequência de erros envolvendo tanto a unidade de saúde, quanto os funcionários responsáveis por fazer a retirada dos corpos, acabou gerando o problema.

“Houve falha tanto do hospital quanto das funerárias que fizeram as remoções dos corpos e houve uma falta de diligência necessária. Nós entendemos que houve sim o erro e em razão disso nós vamos tomar as providências no sentido de responsabilizar os envolvidos. Isso causou dor e sofrimento além do que eles já estavam passando. Vamos tomar providências tanto na área cível quanto criminal para essa responsabilização”, diz.

Em nota, o hospital de Américo informou que a funerária não fez a conferência inicial, como pede o protocolo para liberação de corpo. “Quando o problema foi identificado, as medidas foram tomadas para reverter a situação. A unidade está reforçando as orientações sobre a o processo de checagem”, explicou no comunicado. O hospital não comentou sobre a reclamação do filho de Maria de não poder reconhecer o corpo da mãe.

A funerária Nicácio de Ribeirão Preto, responsável por buscar o corpo de Maria, informou que, quando foi constatado o erro, tomou todas as providências para resolver a situação. Também explicou que o erro foi de ambas as partes. “De nosso agente que fez a retirada do corpo e do vigilante do hospital, que não fez a conferência”.

Informou ainda que já iniciou um trabalho de reciclagem e melhorias nos treinamentos para que esse tipo de erro jamais volte a acontecer.

Fonte: G1- Ribeirão Preto e Franca | Postagem: 04/06/2017 | 23h02

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