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Família de criança levada por enxurrada será indenizada

Seis anos depois da morte de Ingrid Vitória, STJ condenou Prefeitura de Taquaritinga a pagar R$ 300 mil aos pais. Em 2013, escola liberou criança de 5 anos ir embora.

Mais de seis anos se passaram desde que a pequena Ingrid Vitória Machado morreu depois de ser levada por uma enxurrada e cair dentro de um bueiro sem grades em Taquaritinga (SP).


Ingrid Vitória Machado, de 5 anos, morreu após ser levada por enxurrada em Taquaritinga em 2013 — Foto: Reprodução/EPTV

Os pais recentemente conseguiram no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o direito a uma indenização de R$ 300 mil a ser paga pela Prefeitura, além de uma pensão mensal, mas contam que tudo que queriam mesmo era poder ter a filha de volta.

Em 6 de fevereiro de 2013, a menina tinha 5 anos quando, segundo os pais, foi liberada mais cedo da Escola Municipal Professora Célia Regina Dib Renzo e foi embora sozinha.

A caminho de casa, ela foi surpreendida por uma enxurrada formada pela forte chuva no município na Rua Otávio Martinelli, na Vila São Sebastião, por volta das 16h.

De acordo com moradores, ela foi levada pela água e caiu em uma boca de lobo sem grades de proteção e conduzida por cerca de um quilômetro dentro da tubulação até ser encontrada no Córrego Ribeirãozinho.


Ingrid Vitória Machado morreu após ser 'sugada' por bueiro em Taquaritinga, SP — Foto: Chico Escolano/EPTV/Arquivo

Ela chegou a ser encaminhada pelos bombeiros ao pronto-socorro, mas não resistiu.

Pai de Ingrid, o motorista Fabiano Machado conta que soube muito tarde do que tinha acontecido. Ele relata que, ao ir buscar a menina na escola, primeiramente foi informado de que a criança tinha sido levada pela avó para depois descobrir que na verdade ela tinha ido embora sozinha.

"Nesse intervalo apenas falaram assim: quando você achar sua filha fala pra ela não ir embora mais sozinha, só que eu não achei minha filha pra falar isso", lamenta.

Os pais criticam a decisão da escola em liberar a turma mais cedo do que o normal, ainda mais diante da chuva que se aproximava. "Foi um erro muito grande de eles terem soltado, não só a minha filha como a filha das outras mães que estavam ali, no caso poderia ter acontecido com mais crianças, não só com a minha", afirma Priscila.

Em meio à disputa judicial pela responsabilização do município, os pais revelam que a ausência da filha tornou a vida mais difícil e ainda prejudica em muito a rotina da família.

Indenização

A condenação contra a Prefeitura foi determinada pelo STJ depois de seis anos de trâmite judicial, desde a decisão em primeira instância, que foi alvo de recursos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e em Brasília (DF).

Além de R$ 300 mil em danos morais, a decisão prevê que a família receba uma pensão mensal da administração municipal equivalente a dois terços do salário do mínimo no período em que a menina teria vivido entre 16 e 25 anos.

De acordo com o advogado da família, já não cabem mais recursos. A Prefeitura informou que vai esperar o término definitivo do processo e o cálculo atualizado dos valores para expedir o pagamento por precatório referente à indenização.

Fonte: G1- Ribeirão Preto e Franca | Postagem: 30/03/2019 | 25h59
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