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Araraquara - SP
População em 2016.

Total: 228.664 Habitantes. Fotos.

Total da população  228.664  pessoas    
 

Área da unidade territorial.
(km²)1.004
Numeros Municípios do Estado São Paulo: 645.

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Uma grande cidade se mede pela sua qualidade de vida. E os habitantes de Araraquara sabem bem o que isso significa. Conhecida como a Morada do Sol, Araraquara está localizada na região central do Estado de São Paulo, considerada a mais rica e de maior poder aquisitivo, além de grande mercado consumidor do Brasil, possuindo uma renda per capita de 5 mil dólares.

        Fundada em 22 de agosto de 1817, Araraquara é uma cidade moderna, que impressiona bem os visitantes por algumas de suas características marcantes, como o elevado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), a urbanização, a arborização, o grande número de jardins e praças e a limpeza de suas vias públicas. A cidade também é sede da 12ª Região Administrativa do Estado de São Paulo, dotada de todos os recursos urbanos para atendimento modelar às necessidades da população. Araraquara vem investindo em seu futuro e está preparada para receber novos empreendimentos em qualquer setor de atividade, cuidando da preservação do meio ambiente e da qualidade de vida que oferece as seus habitantes. Respeito e dignidade são, também, fortes valores oferecidos aos seus cidadãos.

É por isso que Araraquara é hoje a Morada do Sol, da Cidadania, do Respeito e da Igualdade.

BREVE HISTÓRIA DE ARARAQUARA

Por volta de 1807, Pedro José Neto e seus filhos, oriundos de Minas Gerais, internaram-se nas matas onde hoje está São Carlos e acabaram fixando-se nos campos onde viria a se formar a cidade; construíram uma capelinha dedicada a São Bento (padroeiro) nos Campos de Aracoara (lugar onde mora a luz do dia, a "Morada do Sol") na região dos campos de Piratininga, habitada pelos indígenas da tribo Guayanás.

Em 22 de agosto de 1817 foi criada a Freguesia de São Bento pela Resolução n.o 32. Em 30 de outubro de 1817 elevada à categoria de Distrito. Em 10 de julho de 1832 passou à categoria de Município, que foi instalado em 24 de agosto de 1833.

Do ponto de vista histórico-econômico, na 1ª metade do século XIX, as grandes propriedades rurais, características deste século, ainda não tinham sido atingidas pelo surto cafeeiro. Plantava-se a cana-de-açúcar, milho, ao lado de outros cereais, o fumo e o algodão. Os rebanhos eram constituídos em sua maioria por suínos e bovinos.

Em 20 de abril de 1866 passa à categoria de Comarca pela Lei Provincial n.o 61 e em 6 de fevereiro de 1889 é elevada à categoria de Cidade, pela lei provincial de n.o 7.

Por volta de l850, as plantações de café já haviam deixado o Vale do Paraíba e passaram de Campinas para o Oeste Paulista. Na segunda metade do século XIX, o cafezal substituiu as culturas de cana e cereais da zona Araraquarense tornando-se o produto de maior importância na economia local.

A chegada da Ferrovia em 1885 estimulou o crescimento da cidade, que já foi considerada a "Cidade Mais Limpa das Três Américas", além de ser a primeira no interior a ser servida por linhas de ônibus elétricos (Trólebus).

O Aniversário de Araraquara é comemorado em 22 de Agosto.

NOTÍCIA HISTÓRICA DE ARARAQUARA

Os “Campos de Araraquara”- um caminho para as minas

No período colonial, os  “Campos de Araraquara” abrangiam uma vasta região, ainda inexplorada pelos colonizadores brancos, estendendo-se desde o rio Piracicaba até os confins do sertão, na divisa com a capitania de Mato Grosso. Delimitada também pelos cursos do Tietê e Mogi, desde o início do século XVII a região já era alvo da ação bandeirante na busca de índios e  da cata ao ouro, recebendo os primeiros registros históricos a partir de 1724, quando as autoridades  da capitania de São Paulo tentavam encontrar um caminho terrestre alternativo para chegar às minas de Cuiabá. Partindo de Itu,  as entradas percorriam  os “Campos de Araraquara”, margeavam o Tietê, alcançando finalmente o Rio Grande e daí as regiões mineradoras.

O povoamento e a cata de ouro nos rios da região

A vastidão do território e a ausência da autoridade colonial possibilitaram que a partir da segunda metade do século XVIII, os “Campos de Araraquara”  recebessem os primeiros povoadores não indígenas, representados por escravos fugidos, perseguidos pela justiça e garimpeiros, atraídos pela existência de ouro nos rios Jacaré-Pipira, Jacaré-Guaçu, Chibarro, ribeirão da Cruzes e do Ouro. A atividade mineradora nos “Campos de Araraquara” mereceu registro testemunhal de José Bonifácio de Andrada e Silva.

Um mineiro de Barbacena funda Araraquara

A ocupação efetiva, no entanto, tem como marco histórico o ano de 1790, quando Pedro José Neto, mineiro de Barbacena, se fixou na região proveniente da Vila de Itu, onde fora acusado de delito. O povoamento se intensifica a partir de 1810, com a chegada de moradores originários de Minas Gerais, Itu, Piracicaba, Tietê, Porto Feliz, Jundiaí e Campinas. Dispondo de vastos espaços e pastagem abundante, a criação de gado bovino foi, por muito tempo, a principal atividade econômica da região. Havia também rebanhos de eqüinos, suínos, carneiros, cabras e uma rudimentar agricultura de susbsistência, baseada no cultivo de milho, arroz, feijão, algodão e fumo. Nessas circunstâncias, enclausurada no sertão e especializada na pecuária, a economia dos "Campos de Araraquara” caracterizava-se como uma atividade subsidiária da região açucareira (Campinas, Jundiaí, Piracicaba, Itu, Porto Feliz), para onde “exportava” parte de sua produção.    

Elevada à condição de Freguesia de São Bento de Araraquara, subordinada à Vila de Itu, em 22 de agosto de 1817, data oficial de fundação da cidade, consagrando-se Pedro José Neto como o principal personagem pelo surgimento de Araraquara. Nessa época, a região contava 303 habitantes, dispersos em várias propriedade rurais, onde, além dos fazendeiros e familiares, trabalhavam 54 escravos e 100 agregados. O primitivo núcleo urbano, habitado por carpinteiros, ferreiros, sapateiros, oleiros, tecelões e funcionários da administração, se desenvolveu ao redor da capela erigida em louvor a São Bento, padroeiro da cidade.

De Freguesia a Vila

A definição da identidade local assumiu uma nova dimensão, em 1832, quando a Freguesia foi elevada à categoria de Vila, conquistando definitivamente a autonomia administrativa. Um ano depois era instalada a Câmara, com sete vereadores eleitos para um mandato de 4 anos, configurando o domínio político dos proprietários rurais, sob o conjunto dos homens livres e da escravaria.

Os contornos políticos-administrativos da Vila se concretizaram de imediato nas “posturas municipais”, que regulamentariam direitos e deveres  individuais e coletivos. Ao contrário do período de fundação da Freguesia, o cenário humano local passara por grande transformação. Por volta de 1836, informa a historiadora Ana Maria Martinez Corrêa, a Vila de São Bento de Araraquara registrava um total de 2764 habitantes, dos quais 554 eram escravos.

A  agricultura canavieira e os engenhos de açúcar

Além das mudanças políticas e demográficas a economia dos “Campos de Araraquara” também se modificava, impelida pelas transformações ocorridas nas áreas de cultivo de cana, onde avançava a cultura cafeeira. O primeiro registro sobre a presença de instalação da lavoura canavieira na região de Araraquara data de 1825, com a montagem de um engenho na sesmaria do Ouro para produzir açúcar e aguardente. Rompia-se o predomínio da pecuária, surgindo as fazendas mistas, que abrigavam o cultivo de cana, criação de gado e cultura de subsistência.  A atividade canavieira, que se intensificou a partir de 1850, acarretou, por sua vez, uma série de transformações no quadro local: vinda de fazendeiros de Piracicaba, Itu, Porto Feliz, valorização da terra, intensificação dos conflitos entre os agricultores e escassez de mão-de-obra e, conseqüentemente, aumento do preço dos escravos. Segundo registros da época, existiam em 1862 trinta “fábricas de açúcar” na região.

O café entra em cena

Foi no espaço das fazendas mistas que se iniciou o cultivo do café nos “Campos de Araraquara”. Primeiro como planta de pomar para consumo doméstico. Em 1852 já existiam 2 fazendas de café em Araraquara, mas a exploração comercial do produto só se intensificou no final da década de 1860, sendo marcante a presença de fazendeiros originários de Minas, Piracicaba e Porto Feliz. A economia cafeeira, como principal fonte de riqueza da região e do próprio país, avança até o início do século XX, freqüentemente abalada por profundas crises, com reflexos na vida local e nacional. Da mesma forma que ocorrera com a cultura canavieira, a cafeicultura desencadeou um vertiginoso processo de concentração e valorização da terra, exigência constante de oferta de mão-de-obra agravada com a decadência do trabalho escravo. No campo político, a cena foi dominada pelo poder dos coronéis, cuja força perdurou até a Revolução de 1930. Foi nos quadros do coronelismo, capitaneado pelos proprietários de cafezais, que Araraquara foi sacudida pelos trágicos acontecimentos do episódio dos Britos, em 1897.

Crise da mão-de-obra escrava e imigração

O auge da expansão cafeeira na região de Araraquara, no final do século XIX, coincidiu com a crise do trabalho escravo, agravada pelo movimento abolicionista. Nas fazendas, eram freqüentes os assassinatos de administradores, enquanto os  fazendeiros se apegavam desesperadamente à continuidade da escravidão. A necessidade de mão-de-obra foi suprida por trabalhadores nacionais (nordestinos) e europeus. Já no início da década de 1870 chegavam a Araraquara imigrantes de diversas nacionalidades, particularmente italianos, para o trabalho nos cafezais e nos serviços artesanais. A vinda dos trabalhadores europeus marcaria definitivamente a vida sócio-cultural de Araraquara, legado que persiste na atualidade representado na culinária, no modo de falar, no sobrenome das famílias, festejos e nas atividades econômicas.

O café altera o modo de vida     

O acúmulo de riqueza proveniente da agricultura cafeeira transforma de forma radical o modo de vida de Araraquara, particularmente o perfil cultural dos proprietários rurais. A abundância de capitais estimula a diversificação dos investimentos mobiliários, o surgimento de sociedades por ações, viabilizando a criação do Banco de Araraquara e a construção da estrada de ferro em 1885, ligando São Carlos a Araraquara e colocando a Vila em sintonia com o mundo. No âmbito da vida familiar altera-se o padrão de vida, que se reflete  no mobiliário, nos utensílios domésticos, nas pratarias, como atestam os inventários da época. Ao mesmo tempo, as mudanças se estendem ao espaço urbano, que se redefine com o funcionamento da estrada de ferro. As  Posturas  Municipais, aprovadas pela Câmara, em 1890, orientam o novo cenário da Vila: arborização de ruas e praças, largura das vias públicas,  canalização do córrego que passava em frente a matriz, iluminação pública, serviço funerário, casas caiadas, reforma de prédios públicos,  mudança no cemitério, serviço de limpeza, regulamentação do trânsito de animais. Esse conjunto de transformações era coroado no dia 6 de fevereiro de 1889, quando o governo provincial elevava a Vila de Araraquara  à categoria de cidade.

Novos padrões culturais

Com uma população de 12 mil habitantes em 1897, Araraquara do final do século XIX ostentava  um perfil urbano diferenciado, onde se desenvolviam novos padrões culturais. Já em 1881 era publicado o primeiro número do jornal "O MUNICÍPIO" e no ano seguinte era fundado o Clube Araraquarense, símbolo da vida social das famílias mais ricas da cidade. As atividades culturais, bastante diversificadas para a época, abrangiam a organização de grupos teatrais e musicais, ligados às comunidades de imigrantes (italianos e espanhóis), ao mesmo tempo que se apresentavam na cidade companhias profissionais de teatro e ópera. Esse interesse pelo mundo do espetáculo chega ao auge no início do século XX com a construção do Cine Teatro Polytheama (1912) e do Teatro Municipal (1914), com 1064 lugares, posteriormente demolido pela administração municipal. Em 1897 é publicada a primeira edição do jornal "O Popular", que circula até 1930. A sintonia com as idéias políticas da Europa expressava-se na criação  do Grupo Socialista Avenire, fundado em 1901, por, imigrantes italianos.        

No campo dos equipamentos urbanos os avanços são visíveis na década de 1880: serviço de água encanada, telefone, iluminação pública e arborização da cidade. Apesar das iniciativas da  administração municipal para modernizar a cidade, as deficiências no campo da saúde pública possibilitaram a eclosão de uma epidemia de varíola em 1892 e de febre amarela em 1895, causando milhares de vítimas.

A indústria no mundo do café

A historiadora Ana Maria Martinez Corrêa traça os contornos de Araraquara em 1897, ano do assassinato dos Britos, episódio conhecido como o “Crime de Araraquara”, que teve como pano de fundo o mando dos coronéis do café na política local. Em 1897 contava o município de Araraquara com uma população de 12 000 habitantes. A cidade restabelecia-se  da forte epidemia  de “Febre Amarela”  de que fora vítima nos anos anteriores. Contava com 12 ruas dispostas no sentido N-S, 24 avenidas no sentido L) e cinco praças: da Matriz ou Municipal, José Bonifácio, Liberdade, Santa Cruz e São José. Havia na cidade 4 igrejas:  Matriz de São Bento, Santa Cruz, São José e a Protestante. Possuía 162 negociantes, 6 médicos, 9 advogados, 10 dentistas, 73 homens de ofício, duas casas bancárias, 10 fábricas de cerveja e licores e 3 de macarrão. Circulavam três jornais. Ao redor da cidade estendiam-se os imensos cafesais, abalados pela crise que afetava essa atividade econômica.

O crescimento demográfico e comercial da cidade, a circulação de capitais, como ocorrera em outros centros urbanos de São Paulo, criaram, no final do século XIX e início do século XX,  as condições propícias à diversificação das atividades econômicas, incluindo a produção manufatureira em pequenas oficinas domésticas, comandadas por imigrantes europeus. Esse contexto possibilitou que em 1910 já existissem em Araraquara 141 pequenos estabelecimentos industriais. Produziam bebidas, alimentos, artigos têxteis, móveis, roupas, chapéus, calçados, perfumaria, torrefação, beneficiamento de algodão e mamona, ferramentas e material de construção.  Foi nesse cenário que em 1919 foi instalada a tradicional fábrica de meias Lupo.       

A crise do coronelismo e da cafeicultura

A diversificação da economia, trazendo à cena social novos atores e as freqüentes oscilações da economia cafeeira não impediram que os coronéis - alicerçados na propriedade da terra e num sistema de alianças oligárquicas, típico da República Velha - continuem  dominando a política local. Para manter essa hegemonia os grupos rivais além do dinheiro, corrupção eleitoral, recorriam, não raro, à violência privada e  institucional. Assim, de 1908 a 1930, a cidade viveu sob o controle de quatro chefes políticos aliados: Carlos Baptista Magalhães, Bento de Abreu Sampaio Vidal,  Dario Alves de Carvalho e Plínio de Carvalho.  Este último manteve-se à frente da administração municipal de 1917 a 1930, quando foi cassado pela Revolução liderada por Getúlio Vargas.

Os acontecimentos de 1930, além de configurar o fim da política dos coronéis, alçando ao poder local novos atores políticos ligados ao getulismo, sinaliza, também, para o fim da hegemonia da cultura cafeeira, promovendo uma redifinição das atividades econômica regional. Os cafezais são erradicados, cai o valor das terras, proporcionando uma fragmentação da propriedade, ao mesmo tempo que se expande o cultivo do algodão, gêneros alimentícios e de cana-de-açúcar. A partir de 1960, ao mesmo tempo que se constitui como um centro comercial e de serviços, Araraquara firma-se como um dos principais núcleos nacionais da agroindústria sucroalcooleira e citrícola. Além disso, conta com um parque industrial em ascenção, merecendo destaque os setores de mecânica, metalurgia, têxtil, alimentício,  bebida, implementos agrícolas.

Araraquara no século XXI

As mudanças nos mecanismos da economia, da cultura e da diversificação dos segmentos sociais ao longo do século XX, se articularam com o modo de fazer e pensar as práticas políticas em Araraquara. A política dos coronéis da República Velha hoje é tema de reflexão da pesquisa histórica. Com o declínio da economia cafeeira e o fim do Estado Novo, os segmentos sociais ligados à indústria, ao comércio e serviços passaram a liderar a cena política local, que se torna mais complexa após os anos sombrios do regime militar. Novas forças políticas assumem visibilidade, configurando desafios, projetos e alternativas para o presente e o futuro da cidade. A modernidade que hoje se coloca para Araraquara, não se restringe à instalação de novos equipamentos urbanos e expansão econômica. Significa também superação dos problemas sociais, qualidade de vida, participação da comunidade nas definições administrativas, respeito às diferenças étnicas, defesa dos recursos naturais e ampliação da cidadania.
Fonte: PM ARARAQUARA

 

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